Bolsonaro depoimento policia federal

Bolsonaro deve depor sobre possível interferência na Polícia Federal

Neste ambiente de guerra entre os poderes da política brasileira, o STF investiga a interferência de Bolsonaro e seus filhos na Polícia Federal

Está dificil entender os problemas do Brasil em meio a pandemia do novo Coronavírus. Em tempos de redes sociais é preciso entender, ler, estudar e compreender o sistema para que tenhamos, no minimo, o caminho de uma nova realidade.

Na noite de sexta feira (29 de maio), a delegada Christine Machado da Polícia Federal, que, cuida do inquérito sobre a possível interferência do presidente da republica e seus filhos, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) extensão de mais 30 dias para conclusão da investigação.

Segundo a delegada, em oficio, reportou fortes indícios de que, precisará ouvir em depoimento o presidente Jair Bolsonaro.

Além de Jair Messias Bolsonaro, a Polícia Federal pretende ouvir Miguel Ângelo Braga Grilo, chefe de gabinete do vereador Flávio Bolsonaro, do Rio de Janeiro, e outras pessoas.

Brasil chega a 526,4 mil casos e 29,9 mil mortes

Leia mais…

O pedido encaminhado pela delegada ao STF, foi para as mãos do ministro Celso de Mello, neste pedido, constam cópias de documentos, juntados por ela, que podem comprovar a interferência da família Bolsonaro e aliados da família Bolsonaro.

Porém, na noite de sexta feira(29 de maio) a repórter da GloboNews, Isabela Camargo entrou ao vivo direto de Brasilia às 21:10 informando que sim, a delegada havia pedido ao STF para ouvir o presidente da republica. (veja o vídeo)

Jair Bolsonaro será intimado a depor no inquérito aberto pela polícia federal
Entrada ao vivo da repórter Isabela Camargo, ontem(29) às 21:10, informando que Bolsonaro deverá ser ouvido pela PF. Imagem: Vídeo/reprodução-GloboNews

O vídeo da reunião de Bolsonaro com os seus ministros.

O inquérito foi aberto pela PF após a saída do então ex-ministro Sérgio Moro, que em coletiva, onde anunciou sua saída, alegou que o presidente queria trocar pessoas de cargos importantes da PF.

Segundo Moro, tal atitude implicava em uma interferência direta do poder executivo na Polícia Federal. O que vai contra as leis brasileira.

Para montar o inquérito na Polícia Federal sobre possível interfêrencia do presidente na instituição, o procurador geral da republica (PGR), Augusto Aras, apresentou formalmente a denuncia.

Afinal, a procuradoria geral é como se fosse o advogado do povo brasileiro, com dever de proteger a população contra indícios de corrupção e crimes previsto em leis dentro do sistema político.

Continua após publicidade

Afinal, o vídeo da reunião ministerial prova algo?

Para alguns, o vídeo da reunião ministerial realizado no dia 22 de abril, mostra o presidente criticando algumas atitudes de seus opositores. Aliados ao presidente, disseram que o vídeo não prova atos criminosos, por outro lado, opositores ao atual governo, disseram que Jair cometeu crimes além de despreparo e incompetência.

‘Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio e não consegui‘,

disse Bolsonaro, na reunião

Segundo o então ex-ministro da justiça Sérgio Moro, diante a fala citada acima, alega que Bolsonaro se referia ao comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro, já que, o presidente até promoveu sua segurança pessoal.

O instituto XP/Ipespe realizou uma pesquisa após a divulgação do vídeo na imprensa. A pesquisa apontou que 59% da população brasileira acredita que o vídeo gerou um impacto negativo ao governo federal.

O porcentual que avalia o governo como ruim ou péssimo oscilou de 50% para 49%, enquanto a fatia que o vê como ótimo ou bom variou de 25% para 26%

Compartilhe

Inscreva-se para ganhar até 65% de descontos em produtos da Amazon