Policia federal estara de olho na nova diretoria da policia federal

Polícia Federal acompanha a formação da equipe do novo diretor-geral.

A saída do então ex-ministro da Justiça Sérgio Moro vem desencadeando clima de desconfiança na Polícia Federal.

Para o presidente da ADPF (Associação dos delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva, os nomes escolhidos para as diretorias da Polícia Federal pelo novo diretor-geral, Rolando Alexandre de Souza, distensionam o clima da instituição, após a crise desencadeada pela saída do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça.


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Ao Jornal o Globo Sérgio Moro afirma que foi ameaçado

Em seu depoimento prestado neste sábado, na polícia federal de Curitiba, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou aos investigadores que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou demiti-lo em uma reunião do conselho de ministros do governo federal caso Moro não concordasse com uma nova substituição do superintendente e diretor da Polícia Federal no Rio.

Paiva concedeu entrevista à CNN Brasil e, lembrou que todos são delegados federais que, anteriormente, atuavam como superintendentes regionais e têm um bom histórico profissional dentro da instituição. “São muito bons”, avaliou.

Entrevista de Paiva

Segundo o presidente da ADPF, assim como os novos diretores da PF, o delegado federal Tacio Muzzi, indicado para a superintendência da PF do Rio de Janeiro, também foi uma escolha acertada.

“É um colega que tem capacidade técnica e psicológica para uma missão como essa. Ele é visto internamente como um nome natural pra ocupar qualquer superintendência”, disse.

Ainda de acordo com Paiva, é preciso “tirar a Polícia Federal dessa narrativa de intervenção”. Para ele, o presidente da República (Jair Bolsonaro) deve manter uma distância republicana da instituição “para que a sociedade acredite que a Polícia Federal vai continuar fazendo o trabalho que ela se acostumou a admirar”.

As acusações de Sérgio Moro contra Bolsonaro

Segundo Moro, essa reunião ocorreu em 22 de abril e foi gravada em vídeo pela própria Presidência da República, o que poderia comprovar suas acusações de que Bolsonaro tentou realizar interferências indevidas na PF.

Diálogos: Moro entregou à PF conversas dos últimos 15 dias com Bolsonaro

Esse encontro do conselho de ministros ocorreu dois dias antes do pedido de demissão de Sergio Moro.

O ex-ministro afirmou, no depoimento prestado à PF e a membros da Procuradoria-Geral da República (PGR), que Bolsonaro deixou claro diversas vezes seu interesse em nomear um novo diretor de sua confiança na Superintendência da PF no Rio, mas sem explicar os motivos.

Segundo ele, essa cobrança foi feita diante dos demais ministros do governo nesse encontro do conselho.

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