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Um cemitério chamado: Facebook


Existe a estimativa que 210.000 pessoas morrem a cada 3 segundos em todo o mundo. Pode ser um número alto, mesmo assim, ainda menor do que o número de pessoas que nasce.

No mundo existem mais de sete bilhões de pessoas, no Facebook, mais de um Bilhão de pessoas com suas contas na maior rede social do mundo. São pessoas de mais de 200 países, inclusive no Vaticano, onde tem 20 contas ligada ao Facebook.

Não é de se estranhar que com estes dados em mãos que esta rede social está se tornando um cemitério, onde milhares de perfis permanecem mesmo depois que a pessoa faleceu. Pode parecer bizarro, mas é a lei da vida e não é de hoje, através dos nossos novos meios de comunicações (nem tão novos assim) de que lidamos com fatos que podem até nos entristecer.

Na vida real, após a morte, geralmente ao passar dos anos não sobra muitos indícios sobre a pessoa, diferente das redes sociais, onde uma pessoa pode tornar-se, digamos, “virtualmente imortal.”
Alguns dados mostram que por ano, um milhão de pessoas que tem perfil no Facebook morrem a cada ano. Grandioso, não? Mas o que tem feito as redes sociais para lidar com isto?

A muito tempo atrás, quando era Orkut, existia até comunidades de perfis de pessoas que passaram para o lado de lá.

O Dropbox, apesar de não ser uma rede social, mas onde você pode colocar seus documentos, fotos e arquivos em “nuvens”, retira automaticamente o usuário após 15 meses de perfil inativo. Mais do que justo, afinal podem conter dados, documentos importantes do falecido.

O twitter criou um sistema onde o parente ou amigo do perfil fantasma pode requisitar a exclusão do mesmo, após alguns critérios o pedido é atendido.

E o que o Facebook pretende fazer com esta realidade?

A maior rede social do mundo pretende dar duas opções, a primeira é que um parente ou amigo comprove que a pessoa de fato faleceu, apresentando o atestado de óbito. E assim, o perfil fantasma é deletado.

Segunda opção, transformar o perfil da pessoa em um “memorial”. Um parente ou um amigo, comprova que tal pessoa faleceu e o tal perfil é transformado automaticamente na espécie de um memorial. Caso a pessoa for vítima de alguma brincadeira basta ela provar que está viva e seu perfil volta ao normal.

A ideia não é recente, surgiu nos escritórios do Facebook em 2005, quando um dos amigos dos desenvolvedores morreu tragicamente em um acidente de bicicleta.



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