Senador Jorge Kajuru acusa ministro Gilmar Mendes

Kajuru diz que ofício de Gilmar contra ele é “atestado de idoneidade”

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Detentor de mais de 1,5 milhão de votos em Goiás, Jorge Kajuru, 58, o senador acusou o ministro Gilmar Mendes em uma entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo o Senador, Mendes vende sentenças e anunciou que a CPI aberta no Senado para apurar tribunais superiores investigaria o ministro em primeiro lugar. Conhecida CPI Lava-Toga.

Em outro trecho da entrevista, o senador afirma que o ex-governador do Paraná, Beto Richa, preso pela terceira vez nesta terça-feira, e Gilmar Mendes são sócios. “Beto Richa é sócio dele, Aécio Neves é sócio dele, o Marconi Perillo é sócio dele”.

Em outro trecho da entrevista, o senador afirma que o ex-governador do Paraná, Beto Richa, preso pela terceira vez nesta terça-feira, e Gilmar Mendes são sócios. “Beto Richa é sócio dele, Aécio Neves é sócio dele, o Marconi Perillo é sócio dele”.

Segundo o site do Senado Federal, o mesmo informou:

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“Um ofício do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pedindo ‘providências’ em relação a declarações do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) teve repercussão negativa no Plenário do Senado nesta terça-feira (19). Vários senadores se solidarizaram com Kajuru, que voltou a criticar o ministro do Supremo e classificou o ofício como um ‘atestado de idoneidade’. O caso foi citado em pronunciamentos que cobraram a instalação da CPI dos Tribunais Superiores.”

Emparedamento
Kajuru faz parte da lista da CPI reaberta e protocolada nesta terça-feira (19/3) pelo senador Delegado Alessandro (PPS-ES) para emparedar os ministros do Supremo Tribunal Federal e atender a demandas de setores conservadores do Congresso e dos órgãos de persecução.

A intenção, mal escondida, é pressionar o STF a se curvar às pautas fundamentalistas das bancadas religiosas do Congresso. Com isso, o senador também pretende embutir no pedido as demandas dos investigadores da “lava jato”, já famosos por usarem as redes sociais para criticar decisões do STF com desinformação.

Neste momento os ministros do STF estão se solidarizando a favor de Gilmar mendes

Declarações Polêmicas
Kajuru é conhecido por fazer declarações equivocadas sobre figuras públicas. Em julho de 2015, por exemplo, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás condenou o então jornalista a pagar indenização de R$ 20 mil por danos morais ao governador Marconi Perillo (PSDB) por tê-lo ofendido em duas entrevistas na Rádio Interativa FM.

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Ao longo de 40 anos de carreira na TV, passou pelas principais emissoras do país, menos pela Rede Globo. Em 2003, a convite de Galvão Bueno, recebeu proposta de 18.000 reais por mês para integrar o time global. No fim das contas, foi para a Band, com salário de 100.000 reais. Entretanto, de acordo com Kajuru, o aspecto financeiro não foi o único a pesar em sua decisão. “Disseram que lá eu não poderia falar algumas coisas. Pelo menos, foram honestos comigo.” Acabaria demitido da Band no ano seguinte, depois de criticar o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, antes de um jogo entre Brasil e Argentina, no Mineirão. “Em vez de liberarem a entrada para cadeirantes, o portão principal do estádio serviu para recepcionar os convidados VIPs do Aécio. Não o xinguei em momento algum. Apenas constatei que aquele jogo não era para as pessoas mais humildes.”

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Em 2005, Kajuru foi condenado a pagar indenização à apresentadora Luciana Gimenez de R$ 40 mil por danos morais. Kajuru chamou a apresentadora de “burra” durante o programa Boa Noite Brasil, da TV Bandeirantes. A decisão é do juiz Pedro Antônio de Oliveira Júnior, da 18ª Vara Cível do Rio de Janeiro.

Também em 2005, Kajuru foi condenado a um mês e cinco dias de detenção em regime aberto por ofender a honra do também jornalista esportivo Milton Neves. A pena foi suspensa condicionalmente por dois anos, período em que Kajuru não pôde se ausentar da comarca em que vivia, sem autorização do juiz, e deveria se apresentar em juízo mensalmente para informar suas atividades.

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Veja o vídeo polêmico

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